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Durante a minha carreira me preocupei em formular estratégias inovadoras para as populações vulneráveis e para a organização social. Cito algumas inovações e tecnologias sociais que pude desenvolver em Médicos Sem Fronteiras, Governo Federal, Prefeitura do Rio, Instituto CNA e Governo de Minas Gerais.

No Governo Federal minha dedicação integral foi na melhoria da gestão e na municipalização dos Serviços Sócio Assistenciais. Devo destacar que o Período da Prefeitura do Rio, Instituto CNA e Governo de Minas foi de fato um período muito produtivo.

Agora na Direção Executiva da Agenda Social e Cidades (www.agendasocialecidades.com) quero continuar INOVANDO. Com certeza muita coisa vem pela frente.

Veja alguns exemplos.

Em Médicos Sem Fronteiras

Banco Populares de Prevenção – Eram espaços em 12 favelas do Rio de Janeiro que a população tinha acesso a Oficinas de Prevenção a DST/AIDS e ao preservativo. Os Bancos foram criados a partir de 1996 numa época que a AIDS estava chegando com muita força nas áreas mais pobres do Brasil.

Posto de Saúde Comunitário – Médicos sem Fronteiras chegou à Vigário Geral em Dezembro de 1994. Tínhamos o desafio de implantar um Posto de Saúde para uma comunidade acuada pelo tráfico de droga e pela violência policial. Eu tinha 3 anos para implantar, consolidar e garantir a sustentabilidade do Posto. Foi um trabalho duro mas ao final de 1997 o trabalho estava concluído e um grupo da comunidade assumiu a gestão do Posto que passou a ser financiado pela Prefeitura do Rio.

Gestores Comunitários – Criei um Curso de Gestão Comunitária e Popular para 20 líderes comunitários. Um curso de formação que deu super certo e que gerou várias organizações locais diferenciadas das tradicionais Associações de Moradores.

 

No Governo Federal

Centro Nacional de Formação Comunitária - CENAFOCO – Projeto criado e desenvolvido pelo Governo Federal como parte do Plano Nacional de Segurança Pública no campo das políticas de prevenção à violência. O projeto foi desenvolvido nas dez maiores capitais do Brasil e previa a elaboração de material didático necessário na formação de lideranças comunitárias enfocando o papel da mobilização comunitária na prevenção da violência. Foram abordados temas como administração de conflitos, tolerância ao diferente, preservação do meio ambiente, técnicas de mobilização da comunidade, conhecimentos da administração pública e da legislação em vigor, entre outros. Além do conteúdo teórico os participantes desenvolviam projetos para sua comunidade sendo assessorados pelos professores, recebiam financiamento para os mesmos e aliavam o conhecimento técnico à experiência da execução recebendo todo suporte para tal.

 

Na Prefeitura do Rio

Agentes da Liberdade – Os Agentes da Liberdade são egressos e egressas do sistema penitenciário que acompanham seus colegas egressos na difícil transição para a liberdade social e conquista da cidadania. A iniciativa já atendeu a 2.516 beneficiários, desde quando foi criado em outubro de 2002. Esta política de assistência orientada exclusivamente aos egressos do sistema prisional tem como foco principal a ressocialização para que os usuários não sejam estigmatizados e não sofram nenhum tipo de constrangimento ou preconceito.

Com Licença, Eu Vou à Luta – O projeto tem como objetivo capacitar mulheres com 40 anos ou mais, que residem em comunidades de baixa renda, que nunca trabalharam ou não trabalham há muito tempo. Além de promover o aumento da escolaridade, possibilidade de inserção no mercado formal de trabalho, valorização, aumento da renda familiar, o projeto oferece estágio laborativo na Prefeitura do Rio de Janeiro com vistas à garantia de empregabilidade dessas mulheres

Fundo Carioca – O Fundo Carioca é o projeto de microcrédito social do município do Rio pioneiro no Brasil e reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no qual o beneficiário recebe seu empréstimo em equipamentos ou insumos. A contrapartida é feita em serviço comunitário, o que permite que o beneficiário não contraia dívida em termos monetários, ganhando fôlego para fazer seu projeto empreendedor dar certo.

Melhorias Habitacionais – O projeto Melhorias Habitacionais visa agregar com sucesso duas vias socialmente importantes para jovens de baixa renda: a qualificação profissional com a melhora da habitabilidade. Os jovens aprendem Construção Civil executando reparos nas suas próprias casas orientados por um professor qualificado, obtendo na prática um ativo extremamente importante para uma melhor qualidade de vida para ele e sua família.

Projeto Direitos – Iniciativa que propõe a mobilização de estudantes de direito para atuarem nos Centros de Assistência Social da Prefeitura do Rio, orientando a população carioca no que se refere aos seus direitos, construindo assim os acessos necessários às instituições de justiça.

Escola Carioca de Empreendedores Comunitários - Em funcionamento na cidade do Rio de Janeiro desde novembro de 2003, a Escola Carioca de Empreendedores Comunitários (ECEC) capacita moradores de baixa renda que desejam abrir ou aprimorar o próprio negócio. Durante o curso de 3 meses de gestão da ECEC, os alunos adquirem conhecimentos teóricos e práticos necessários ao desenvolvimento de empreendimentos comerciais e sociais, voltados para a geração de renda e o desenvolvimento local. Como estratégia de inclusão social, a ECEC visa à conquista da autonomia dos pequenos empreendedores.

Escola Carioca de Agricultura Familiar – Implantada na Fazenda Modelo, no bairro de Guaratiba, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, a ECAF tem como objetivo promover a inclusão social, estimular a segurança alimentar para as pessoas em vulnerabilidade social, implantar hortas comunitárias e a criação de animais de pequeno porte, além de fomentar agricultura familiar. Os cursos têm duração de 03 meses e os alunos são capacitados em agropecuária, educação ambiental, segurança alimentar e cooperativismo. Os alimentados cultivados pela ECAF são utilizados em abrigos, creches e cozinhas comunitárias da Prefeitura.

Damas – O projeto Damas faz parte da Rede Carioca de Prevenção e Combate à Exploração Sexual e visa à criação de oportunidades que concretizem o exercício pleno da cidadania de uma parcela altamente discriminada pela sociedade: os homossexuais, em especial as transgênero. O objetivo principal do projeto é ajudar estas pessoas no processo de integração social, no qual são acompanhados por uma equipe técnica capacitada para exercer tal atividade.

Mulheres em Ação – Projeto desenvolvido desde 2005, com duração de 12 meses, tem como objetivo capacitar mulheres moradoras de comunidades de baixa renda como agentes vigilantes da exclusão social para que possam identificar os problemas da comunidade como a evasão escolar, violência domestica, analfabetismo, falta de saneamento básico, entre outros.

Usina de Inclusão Social – A Usina de Inclusão Social atua nas comunidades como um projeto de aquecimento comercial local e de capacitação de jovens entre 16 e 28 anos com famílias inscritas no Programa Bolsa Família. Os empreendedores comunitários capacitam os jovens nas áreas afins de seus comércios ressaltando que as capacitações serão um futuro oficio e em contrapartida recebem o benefício do crédito social. É um projeto que busca sensibilizar os seus comerciantes a darem uma oportunidade de aprendizado dentro de uma comunidade de comércio movimentado e ainda se beneficiar podendo receber material e equipamento que melhorem o seu empreendimento.

 

No INSTITUTO CNA

 

ESCOLA VIVA – Estruturação da reorganização pedagógica e da infra-estrutura de Escolas Rurais. As Escolas passam a ter um acompanhamento e formação para que possam desenvolver ações internas que melhore o desempenho escolas e ações que representem mudanças para a cidade. A ESCOLA tem um papel de representar um FAROL para o desenvolvimento da CIDADE.

SENAR RONDON – Projeto Baseado no antigo projeto RONDON do Governo Federal. Estudantes Universitários vão para cidades pobres apoiar estratégias de Desenvolvimento. Uma questão que deve se destacar neste projeto é que as ações prioritárias são identificadas pelos Moradores e Prefeitura Local. Não se chega com projeto PRONTO. O Senar RONDON realizado no Instituto CNA em 2010 se desdobrou no Universitário Cidadão em 2011 no estado de Minas Gerais.

Observatório das Desproteções Sociais no CAMPO – Espaço de estudos e pesquisas sobre a questão da pobreza Rural. No Período que coordenei o Instituto CNA fizemos pesquisas importantes sobre as condições dos Assentamentos da Reforma Agrária, das Escolas Multiseriadas em áreas rurais, da acessibilidade das comunidades rurais a serviços de saúde e educação. Avancei muito no debate sobre um Indicador de Desproteção Social no Campo.

ESCOLAS ESQUECIDAS – Projeto que fez o levantamento das escolas públicas com pior IDEB no Brasil. Realizamos uma publicação criando uma metodologia chamada Comitês Solidários de Educação.

 

Em MINAS GERAIS

 

Programa TRAVESSIA - Integração de Ações Sociais de Combate a POBREZA em cidades de baixo IDH e de alta vulnerabilidade Social. O TRAVESSIA tem a missão de fazer com que a cidade possa de fato atravessar o fosso da exclusão social. O Programa começou em 2007 e no final de 2011 já estava presente em mais de 100 cidades mineiras.

Poupança JOVEM - Uma estratégia desenvolvida para garantir que os jovens do Ensino Médio possam avançar de forma concreta na conclusão. Para cada ano que o Jovem avança ele tem depositado em uma conta poupança R$ 1.000,00. Ao Final do Ensino Médio ele poderá sacar R$ 3.000,00. Além da poupança monetária ele também tem atividades de inglês, cultura, esportes e qualificação profissional durante os contraturno escolar. O Programa começou em 2007 e já atendeu mais de 100 mil jovens do Ensino Médio. Vale destacar que a terminalidade na primeira cidade do programa - Ribeirão das Neves aumentou em 40%.

Usina do TRABALHO - Uma nova estratégia para Mobilizar a cidade na questão do TRABALHO. A idéia é que se realize obras e serviços tendo a população desempregada na cidade participando das atividades que englobam formação, escolaridade e transformação concreta dos problemas da Cidade. Começou em 2007 e segue avançando em mais de 100 cidades de Minas.

PORTA A PORTA - Projeto de Busca Ativa da população mais pobre. Desenvolvido para ser feito em parceria com lideranças comunitárias o Porta a Porta já esteve em mais de 80 cidades de Minas Gerais até 2011. Atua com o IPM - Índice de Pobreza Multidimensional do PNUD e tem como meta visitar todas as casas de cidades com até 20 mil habitantes e áreas pobres e vilas e favelas de cidades com mais de 20 mil habitantes. O Porta a Porta gera o Mapa de Privações Sociais de uma cidade que constrói a partir de dados concretos o Plano TRAVESSIA. O Porta a Porta é a estratégia de Busca Ativa no BRASIL com metodologia e desenvolvimento de resultados mais bem avaliada.

PROFESSORES DA FAMÍLIA - Projeto que leva a Educação para dentro das casas. Os Professores da Família fazem a ponte da Escola com a Família e da Família com a Escola. Não fazem reforço Escolar mas estimulam que a Educação seja um tema importante para toda Família.

BANCO TRAVESSIA - Uma nova e importante estratégia para garantir a permanência da criança, adolescente e jovem na escola bem como envolver toda a família na Busca de Mobilidade Social. O Banco Travessia é um Banco diferente pois a família ao aderir ao Banco pode em 2 anos conseguir fazer uma poupança de até R$ 6.000,00. O Banco TRAVESSIA surge com a preocupação concreta de CONSOLIDAR avanços na área de Educação. O Banco tem a Moeda TRAVESSIA que paga diferentes valores pelos avanços da família na educação e na qualificação profissional.