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VIDA REAL
29 de dezembro de 2008

Este fim de semana (27 e 28 de dezembro) me mudei para o cinema. Em 2 dias foram 4 filmes.

Eu entro no cinema e me desligo dos problemas tensões e das ansiedades. No cinema eu choro, penso e me levo a uma espaço diferenciado da vida.

Eu adoro viver. Adoro saber que a vida está pulsando, mas eu preciso colocar momentos impossíveis nesta vida que pulsa e isso só o cinema é capaz de produzir.

Cheguei em casa no domingo dia 28 e pensava nas cenas, histórias, risos... Peguei o DVD de Sex and the city para ver aquelas meninas que mexeram tanto comigo este ano.

Cinema, TV, livros, músicas... vida que não é real, mas que me dá total dimensão e força para viver a vida real.

O dia a dia é duro. A realidade não é fácil. Por isso que entrar na vida que não seja real é tão importante para que a gente possa suspirar e caminhar.

Sei lá, ando precisando de sopros de irrealidade para entender a realidade.

A vida é maravilhosa mas ela é real.

Eu quero viver sentimentos irreais para viver cada vez melhor.

Ah! E ontem eu aproveitei para ver o DVD da Clara Nunes. Cheio de clipes que ela fez para o Fantástico nas década de 70 e 80. De fato era ela uma guerreira. Mineira. Cheia de Planos e vaidades que morreu muito cedo. Este ano ela fez 25 anos de falecida. Parece que foi ontem. A dura realidade de Clara não existir mais tem 25 anos. Ver o DVD me fez reviver sua música, seu sorriso, sua alegria, sua beleza. Deu saudades e fiquei triste de pensar que ela não está aqui com a gente.

Foi um fim de semana de muitos filmes, músicas, livros.... Foi um mergulho nas fantasias para me fortalecer na vida real.


EU E OS CACHORROS
08 de novembro de 2008

Eu já fui um cara fervido. Adorava sair, dançar, conhecer caras. Tinha ânimo de sair de casa a meia noite para começar uma rodada que não teria hora para acabar.

O tempo foi passando. A idade foi avançando e hoje eu gosto mesmo é de ficar em minha casa de Teresópolis com meus 7 cachorros e 3 gatos. Nada além disso me da mais prazer.

Em vez de baladas, boates, pegações ou festas o que eu mais gosto de fazer na vida é ficar com meus cachorros e gatos. É isso que me dá prazer.

Tem uma hora que o simples passa a ter uma importância tão especial no dia a dia que não entendemos como é que algum dia pudemos gostar de noitadas e pegações.

A vida anda, avança e a gente muda. As vezes para melhor e as vezes para pior, mas mudamos.

O movimento da vida fez com que eu, baladeiro e pegador, me transformasse num cuidador de cães e gatos.

Esta é a vida: Mudança.

Eu confesso que estou chegando aos 39 anos cada vez mais convencido de que o simples é fundamental.

Eu olho a Faradiba, Xá, Ana Paula, Celeste, Conceição, Mônica, Dalila, Norma Lucia e Marlene e tenho a absoluta certeza de que mudei.


QUANDO GIRA O MUNDO
05 de novembro de 2008

Esta semana estava escutando esta música no youtube. Aliás tenho escutado coisas maravilhosas no santo youtube. É bom demais procurar algo e saber que é quase certo que você vai encontrar.

Eu briguei com um amigo. Eu e o André, que durante algum tempo éramos inseparáveis, hoje sequer nos falamos. Engraçado como, de fato, o mundo gira. A pessoa mais presente na minha vida agora é um vazio total.

Uma vez na casa dele escutamos Fábio Junior juntos e nos deliciamos com esta música que é super importante na minha vida por conta da campanha da Ismênia em 1994. Eu e a candidata e Vice Reitora Márcia Caetano passavamos o dia no carro escutando esta mesma música.

Mas este ano eu era o amigo da vez do André. Nos viamos sempre, falavamos todos os dias e agora somos duas pessoas indiferentes um para o outro.

E o que mais me chama atenção é que eu não estou sentindo falta dele. Foi uma decepção tão grande que parece que ele nunca de fato existiu na minha vida. Será que minhas histórias com ele também serão esquecidas? Sei lá.

Ele agora saiu da minha vida e pelo que estou entendendo as histórias e lembranças não irão virar saudades.

Esses são os perigos do Amigo da Vez....


EU GOSTO DELE?

Tenho pensado muito em um cara. Muito diferente de mim. Inaccessivel? Pode ser.

Mas porque não paro de pensar nele. Vontade de ficar com ele deitado numa cama e conversar sobre tudo e sobre todas as possibilidades.

Ele é uma pessoa que entrou na minha vida de forma tão própria e eu resolvo gostar dele. Será que gosto só de gostar de coisas complicadas?

Porque não gosto de gostar das pessoas que gostam de mim? Ou mesmo gostar de pessoas que eu posso de fato ter na minha vida?

Eu e ele não temos futuro.

Eu e ele não temos sequer presente.

Eu é que fico pensando nele. Neste momento estamos em cidades diferentes.

Ontem me ligou um cara que namorei este ano. Bem mais novo que eu. Acabei terminando por terminar. Voltar? Ficar só com as minhas solidões?

O fato é que eu não paro de olhar para o telefone.

Se o telefone não tocar, minha alegria vai se esvarir ainda mais.

Se tocar eu posso sorrir.

Estou aqui vendo o DVD da Bibi Ferreira em seu show quando fez 70 anos.

Ela já está com 87. Neste show ela diz que amou muita na vida. Que teve muitos amores. Um dos seus grandes defeitos.

Pode ser um defeito, mas neste momento eu queria que o Bruno estivesse aqui comigo.

No frio, embaixo do cobertor e conversando. MUITO.

Mas ele não está.

A lágrima está.


NINGUÉM TELEFONA NINGUÉM

Uma vez eu escutei com a Nora Ney esta música.

A aflição de um telefone tocar é uma das aflições mais duras e sofridas que a gente passa quando está se apaixonando ou já está apaixonado.

Eu sofri muito por um telefonema na época do Thiago. Ele morava em outra cidade e quando a gente se conheceu só ele tinha meu telefone. Dependia dele me telefonar e as vezes não telefonava (ele se "odiava").

Uma vez eu já estava sem esperanças e ele telefonou. Me lembro que foi o telefonema que me deixou mais feliz na vida. Marcamos de nos encontrar e daquele dia em diante ele virou meu namorado.

Quando terminamos pela primeira vez eu esperei muito seu telefonema mas eu mesmo resolvi ligar. Não queria que as letras de Nora Ney fossem uma verdade na minha vida:

"Ninguém telefona ninguém, ninguém me procura ninguém. Eu grito e o ECO responde. Ninguém, NINGUÉM. Se eu morrese amanhã de manhã minha falta ninguém sentiria. Eu teria um enterro qualquer."

Com vocês outra música que Nora Ney marcou na vida de muitos de nós:

"Ninguém me ama. Ninguém me quer. Ninguém me chama de meu amor.
A Vida passa e eu sem ninguém e quem me abraça não me quer bem.
Vim pelas noites tão longas de fracasso em fracasso. E hoje descrente de
tudo me resta o cansaço. Cansaço da vida, cansaço de mim. Velhice chegando
e eu chegando ao fim."

Eu ando com vontade de RECEBER um telefonema de um novo alguém. Mas não vou ligar para ele. Agora é hora de receber.

Mas se você está sofrendo não precisa fazer doce para você próprio. Ligue. Este telefonema pode definir as coisas para você.

Eu não vou ligar e vou continuar na indefinição.


SOBRINHOS

Tenho três: João Pedro, Luiz Felipe e Ludmila. Coloquei foto deles no meu Orkut.

Não tenho filhos e nem vou ter. Assim vejo meus sobrinhos como o meu possível.

Acho que a minha irmã vai ter mais 1 e assim serão 4 ou quem sabe 5.

Tenho gostado de conviver com eles. Eu, sempre muito desligado de família e de rotinas, tenho gostado da convivência com os meninos mais velhos e com a linda Ludmila de 1 ano.

A vida vai avançando através dos sobrinhos.

Me pergunto às vezes se vou ter filhos. São perguntas raras, mas às vezes são feitas. Não. Isto não é uma realidade para mim. Neste momento o que é real e objetivo são 3 pessoas filhos de meus irmãos que me chamam bastante atenção.


SERIA PAIXÃO?

Eu tenho que confessar que uma pessoa não sai da minha cabeça. Vou chamá-lo de João. É uma pessoa que conheço faz tempo, mas que vai dia-a-dia tomando mais e mais a minha atenção. No fundo sei que não vai dar em nada pois ele não pensa em nada mais concreto comigo.

Eu sou assim. Eu gosto de gostar das pessoas difíceis e não das fáceis. Eu adoraria que ele entrasse na minha vida e que tivesse meia hora para mudar a minha vida. Mas será que a minha vida consegue ser mudada em meia hora? Será que eu conseguiria deixar que ele pelo menos tentasse mudá-la?

O João está me fazendo até lembrar um pouco o que é pensar em alguem por momentos prolongados. Eu fico querendo que ele ligue. Fico querendo falar com ele, mas não quero dizer nada sobre nós.

Nós? Como nós. Neste momento só existe eu. Ele não me disse que quer ser Nós.

Acho que seria paixão sim pois eu estaria naquela base de só vou se for com ele, se ele me desse esta abertura. Por enquanto acho que ele está envolvido com outra pessoa. Esta outra pessoa eu não conheço e nem quero conhecer.

Estou aos 39 anos pensando muito no João. Uma coisa é certa, a gente faz aniversário mas não deixa de se envolver com as pessoas. Eu não queria me envolver, mas devo confessar que ando envolvido além da conta.

Isso prova que estou mais vivo e mais intenso do que nunca.

E continuo com medo de sofrer.


ZEZÉ GONZAGA

Esta manhã (25 de julho de 2008) lendo o Globo me deparo com a notícia de que Zezé Gonzaga morreu. A grande cantora dos anos 50 morreu.

Estava numa sala de aula e perguntei quem conhecia Zezé. Todos disseram que não conheciam. O Brasil é assim. Ele se esquece muito rápido de quem é e foi fundamental.

Foi impossível não chorar.

Zezé foi uma cantora como poucas. Tinha uma voz tão afinada que ela era uma referência para afinar os instrumentos da orquestra da Rádio Nacional.

Conheci Zezé em 1990. No show AS ETERNAS CANTORAS DO RÁDIO. Ela me chamou atenção de forma definitiva. Comprei os dois CDs do show e depois comprei um CD dela com Jane Duboc e finalmente seu único disco solo que se chamava SOU APENAS UMA VELHA SENHORA QUE AINDA CANTA.

Mas me perguntava porque estava chorando?

Chorava pela perda de Zezé, mas sobretudo pelas lembranças que me invadiram de forma direta.

Eu, quando terminei com o Thiago (ou ele terminou comigo?) escutei Todo Sentimento de Chico com Elisete Cardoso e me apaixonei pela música. Tenhos mais de 15 interpretações, mas nada é igual a interpretação de Zezé. Ela fala do tempo da delicadesa com uma sinceridade na voz que ficará marcado para sempre na minha vida.

Descolbri que Zezé não está no meu IPOD. Não está pois era sempre a cantora que buscava na hora que me sentia mais triste e mais inseguro em relação a vida.

Zezé me inspirava, com sua música, a resistir e a entender que dar a volta por cima era uma obrigação.

Hoje chorei e acho que vou continuar chorando durante todo o dia pois ela vai fazer muita falta, mas sigo com ela dentro da minha casa. Com suas músicas e com sua interpretação de Todo o Sentimento.

Zezé continuará a me alertar que novos tempos poderão vir depois das perdas que tive ou que continuarei a ter. Zezé vai continuar ao meu lado para lembrar que entre perdas e ganhos viver sempre continuará a valer a pena.

Vai em paz Zezé.

Obrigado por continuar na minha casa me alertando que não posso deixar que momentos ruins sejam eternos. A vida está pulsando. A vida existe para ser vivida. Esta lição sua voz me deixou para sempre.


SHIRLEY BASSEY

Esta é uma cantora Maravilhosa. Extraordinária. Fui "apresentado" a ela em 1990 pelo meu amigo Raul. Já vi cada transformista a dublando que é de arrepiar.

Hoje (20 de junho de 2008) quando vim trabalhar no computador fui escolher um CD.

Lembrei dela. Tenho vários CDs e pequei um em que ela canta ALL BY MASELF e devo confessar que minha cabeça fez vários giros.

Conheci a música de Shirley numa época que ainda tinha medo, culpa e vergonha e de ser Gay.

Me lembrei de garotos que vida a fora mexeram comigo mas que eu não tinha qualquer possibilidade de me envolver com eles pois estava envolvido demais com minhas culpas.

Me lembrei que em 1989 fiquei vidrado (expressão da época) com um colega de classe. Sofria por ele mas seria incapaz de avançar qualquer sinal.

Fui um adolescente que não namorou.

Escutar Shirley me traz as lembranças dos momentos bons que vive nas boates e do meu apartamento em Niterói.

Não tive namoros na adolescência e acho que eles também não serão muito presentes agora que me aproximo dos 40 anos.

Namorar é conquistar o tempo, a razão e o prazer do outro. Isso só acontece à partir de um estalo que na época que conheci Shirley era muito mais presente do que hoje.

Caminho para a solidão? Pode ser. Não sei se consigo conquistar tempo, razão e prazer de uma pessoa. Fiquei exigente? Fiquei velho? Ou hoje é apenas um dia nostalgico de uma pessoa muito cansada?


BRINCAR COM FOGO....

Eu, quando tinha meus 20 e poucos anos, caia firme em brincadeiras arriscadas para conquistar caras legais. Com o tempo e o caminhar para os 40 eu parei de brincar tanto com fogo pois não quero me queimar.

Esta sexta feira eu brinquei. Começou com um torpedo e desde aquela primeira sexta-feira de julho de 2008 eu não paro de pensar em uma certa pessoa. Sei lá porque....

Em um determinado momento, quando cheguei em casa, queria que ele estivesse comigo. Mandei outro torpedo.'

Posso estar caminhando para os 40. Isso é fato. Mas deu uma saudade danada de arriscar. Mesmo que com isso possa trazer conseqüências não tão legais assim.

Brinquei com o cara na sexta. Será que vou me queimar?

Durante estes anos todos já me queimei muito. Mas qual o problema? A cicatriz?

Que venham...


NOITE

Hoje, 04/07/08, eu dei uma entrevista para o site mix brasil. O assunto "noite" surgiu no meio da conversa. É claro que fui sincero em dizer que a noite não me encontra faz tempo. Não sei se é por conta da idade ou do avançar da vida mas eu não tenho mais paciência para a noite.

Mas houve uma época em que sexta, sábado e domingo eram especiais pois me ofereciam noites quentes e alegres.

Durante a entrevista me lembrei entusiasmado de lugares em Niterói como a Volupia, He Mam e Má compania. Eu era figurinha fácil nestes lugares nos anos 90. Lá fiz amigos, conheci gente, tive amores e desamores. Tive noites só de beijos e tive noites só de risos.

Me lembrei de uma época que a gente saia para achar o principe mas em geral encontrava o sapo.

Também me lembrei muito do Gaivotas e da sinuca com as lésbicas no domingo, no fim do dia. E me lembrei do SAFE BAR que foi o lugar gay mais especial que eu freqüentei nos anos 90. O ponto forte foi em 95. Nossa! O SAFE bombou em 1995. Treze anos já se passaram.

Não saio mais para beijar na boca, mas já saí muito com esta intenção.

A vida passa.


PEGAÇÃO

Hoje me lembrei de um trabalho que eu e meu amigo Ézio fizemos sobre PEGAÇÃO. Chamou-se os "Equipamentos Comunitários de Sodomia".

Mapeamos todos os lugares de pegação da cidade. Isso em 1995.

Quem nunca foi numa pegação ?

Quem nunca contou histórias maravilhosas (e exageradas) sobre a pegação?

Tem uma época que chega e a gente vai deixando estas alegrias juvenis para trás, mas a saudade as vezes bate.

Hoje me perguntaram se eu sou contra a pegação. Eu? Eu não quero ser contra nada. E cá entre nós quem nunca pegou que atire a primeira pedra.

Devo confessar que quando jovem eu peguei no Gragoatá em Niterói e no Parque do Flamengo. Cheguei até conhecer gente lá.


MAMMA MIA

Ontem fui ver Sexy and City no cinema. Mas antes do filme começar vem o Trailer dos filmes que ainda vão estreiar e eis que de repente começo a escutar músicas do ABBA.

Mal pude acreditar que o Musical Mamma Mia que eu vi em Nova York agora é Filme.

Me lembro tão bem daquele dia frio de novembro de 2006 em que fui assistir Mamma Mia. Estava brigado com Robson e mesmo assim estava alegre.

Foi uma viagem super complicada por causa da minha confusa relação com o Robson mas ao mesmo tempo foi a primeira vez que de fato descobri Nova York mesmo depois de ter ido lá tantas e tantas vezes.

Ver que Mamma Mia virou filme me fez chorar de forma "tola" dentro do cinema. Um Choro de lembranças e arrependimentos. Um choro de Saudades de uma pessoa especial que eu nunca tive de fato.

Se chorei no Trailer imagina no filme.

Chorei de Saudades dele. Não tenho dúvidas.


DAWSON'S CREEK

No início de 1998 eu conheci um cara em BH. A gente começou a namorar. Foi um namoro legal. Eu tinha 28 anos. Durou pouco, foi legal enquanto durou, mas acabou super mal.

Mas ele me apresentou uma série na Sony chamada Dawson's Creek. Era a primeira temporada. E de 1998 até o fim da série em 2003 eu assistia todas as segundas feiras as histórias daqueles jovens.

O Mais legal é que eu acompanhava ano a ano o amuderecimento de cada um deles. E a cada história eu também, de certa forma, amadurecia.

A série acabou em 2003. Deixou um vazio enorme.

Eu nunca mais quis acompanhar um seriado como este pois a gente fica preso. Toda segunda feira as 21h eu tinha que estar em casa vendo as histórias de Dawson's Creek.

O último capítulo foi maravilhoso. Durou duas horas.

Eu sei que, desde 2004, eu vinha comprando as temporadas. Hoje eu tenho as seis temporadas e ainda tenho o episódio final.

De certa forma aquela garotada ficou minha amiga. Sinto falta deles.

Uma coisa é certa. É preciso saber crescer. Quem errar o caminho da maturidade pode de fato ter sérios problemas.

Não sei se acertei ou errei mas sei que estou aqui tentando.

Hoje (21/03/2008) vi um postal deles. Que saudades me deu. Não sei se deles ou de mim entusiasmado com eles.

O Jack era meu personagem preferido. Ele era gay. E passou por um monte de lutas até poder assumir que era gay. Ele era meu espelho para avaliar o passado.

Por onde estarão os personagens? Como a série acabou isso agora fica por minha conta. Eu posso pensar a vida e o destino de cada um.


AMIGO

Nesta semana santa de 2008 estou sentindo saudades de um amigo especial que sempre viaja comigo. A gente sempre combina férias, viagens, passeios... mas este ano ele não combinou uma semana santa comigo. Combinou com outros amigos.

Eu não fiquei chateado. As pessoas são livres para sairem com quem elas quiserem. Eu estou com saudades deste amigo e de nossas rotinas em uma viagem.

A gente faz coisas muito parecidas. Gosta dos mesmos horários... Mas neste semana santa ele foi para lá e eu fui para cá.

É sem dúvidas um pouco de saudades e um pouco de ciúmes.

Na verdade não teremos histórias alegres e divertidas sobre a semana santa de 2008. A gente fez caminhos diferentes e por conta disso teremos histórias diferentes para contar.

Mas eu devo dizer que vou sentir falta de histórias comuns.

Hoje, sexta feira santa, eu estou com saudades deste amigo que escreve histórias da vida em conjunto comigo.


IGREJA BATISTA CENTRAL EM NITERÓI

No dia 15 de março de 1987 eu participava da Fundação desta igreja. No final de 1986, um grupo de 32 pessoas rompeu com a Igreja Batista em Icaraí, que escolhera um Pastor absolutamente conservador para uma igreja que tinha uma herança muito mais progressista. Naquele 1986 a igrega de Icaraí (a igrejinha) ainda respirava o pastorado do Pastor Portela que tinha morrido no final de 1983.

O Novo pastor da igreja de Icaraí desmontaria todos os avanços de uma igreja especial. Resolvemos sair antes e, no dia 15 de Março de 1987, nascia mais uma Igreja em Niterói.

No ano anterior, em dezenvbro de 86, estivemos numa Igreja em Campinas. Naquela ocasião tivemos a certeza de que o melhor era construir uma nova igreja.

Hoje eu estou lembrando de tudo que ocorreu naquele tempo. A exclusão da Igreja de Icaraí, nossos nomes publicados no Jornal Batista... mas o que eu mais me lembro era que estavamos muito unidos. Eramos amigos de gerações diferentes e que lutávamos por uma igreja VIVA, pautada pela realidade e que fosse uma chama missionária na cidade de Niterói.

Por uma série de questões que não me trazem saudades eu saí da Igreja em 1992 e por outras tantas a Igreja Batista Central em Niterói não conseguiu avançar e cumprir o papel que deveria cumprir na cidade. Em menos de 1 ano já tinhamos um outro olhar sobre nossa missão. Sem dúvida foi uma enorme frustração vivenciar isso de perto. Nossos sonhos não resultaram.

Tenho saudades dos nossos sonhos de construir uma igreja diferente. Saudades do churrasco de comemoração pela fundação da Igreja na casa do Paulo José. Saudades dos cultos de Domingo na Casa do Paulo. Saudades dos Cultos no Centro Educacional de Niterói. Saudades de conseguir nossa primeira sede.

A Igreja Central, que hoje faz 21 anos, me deu muitas alegrias e muitas tristezas, mas hoje eu quero ter saudades apaneas das alegrias.

Aquele 15 de março de 1987 foi muito especial.


DE REPENTE ELE LIGOU

Em 2000 saindo do cinema eu conheci o "Maurício". Conheci de uma forma inesperada. Nos olhamos, nos aproximamos e nos apresentamos. Combinamos de ir ao cinema e fomos assistir um filme da Tata Amaral. No cinema demos a mão uma para o outro. E daquele sábado até a outra quarta feira ficamos o tempo todo juntos. Foi profundamente especial. Parecia que tínhamos nascido uma para o outro. (ninguém nasce para o outro).

Na quarta ele me contou que era casado. Na quinta embarquei para o Canadá. Embarquei pensando o tempo todo nele. Pensando que na volta poderíamos ficar juntos se ele se separasse.

Ele não se separou e a gente terminou.

Mas algo muito forte nos unia. E o término nunca foi definitivo. Sempre nos encontrávamos para ficarmos juntos. Sempre buscamos um ao outro pois tinhamos uma emoção especial juntos e um dava muito prazer para o outro.

Em 2006 nos encontramos em São Paulo. Passamos a noite juntos. No dia seguinte seguimos a vida e nunca mais nos falamos.

Esta semana ele me ligou. Perguntou se eu sabia quem tava falando. Eu disse que sim. Que jamais esqueceria sua voz como jamais esqueci de nossa história.

Combinamos de almoçar na terça. Não deu certo. Na quarta nos encontramos e conversamos muito. Falamos que nossa relação "aberta" sempre foi respeitosa e sempre foi especial. Falamos da atração que um sentia pelo outro. Falamos o quanto um ainda era especial para o outro. Falamos do meu livro. Falamos da vida. Só não falamos de Futuro. Nossa relação não tem futuro. Ele continua casado, com filhos e mesmo tendo me ligado não existe Futuro para nós dois.

Mas foi bom ver o telefone tocar. Foi bom ser visto por ele.

Deu saudades de dormir junto. Deu saudades de beijá-lo. Deu saudades de ir ao cinema com ele.

São oito anos de uma relação de idas e muitas vindas. Só não sei se ele agora foi de vez ou veio mais uma vez. Eu queria que ele estivesse vindo mais uma vez mesmo que isso fosse apenas por um tempo.

As relações são construídas por momentos. A nossa em especial é assim. Porque querer que seja diferente.

Saudades. Sempre.


SALVADOR DA PÁTRIA

Coloquei o CD do Oswaldo Montenegro e comecei a escutar Lua e Flor.

Fui parar em 1989 na casa da Dora na cidade de Miracatu.

Me lembro que seu marido era doido pelo Sassá Mutema, personagem do Lima Duarte na novela. A música, de fato, parou o Brasil.

Acabei lembrando de uma amiga que imitava a Bete Faria falando com o personagem do José Wilker (eu disse pro João)... era muito engraçado. Mas eu não consigo me lembrar que amiga fazia esta imitação. Eu acho que era a Claudia Wanessa.

Em 89 eu estudava no Grafitte e a Claudia Wanessa morava na rua do Colégio e quase sempre íamos tomar café na casa dela. Era muito divertido. Éramos jovens.

Esta música me lembra Miracatu, Dora, Jovens da Verdade, Salvador da Pátria, Claudia Wanessa, Bete Faria e tudo com muita saudade.


1992

Hoje (08-03-2008) eu estou super gripado e não pude sair de casa.

Pequei o DVD de Anos Rebeldes para ver de novo. Eu faço isso às vezes.

Fui parar lá em 1992. Voltei 16 anos e me deparei com o garoto de 22 anos que um dia eu fui. Cheio de medo de viver uma série de descobertas.

Como eu pensei no Thiago. Aliás cada dia que passa eu penso mais nele. Escuto músicas que escutávamos, leio suas cartas, me lembro de nossas idas aos cinemas e de nossas viagens.

Que SAUDADE.

Como eu queria que ele estivesse aqui comigo. Nesta manhã de domingo quando andaríamos pela praia, faríamos o almoço juntos e dormiríamos de tarde. Eu sinto tanta saudade dele. Sinto até saudade da ansiedade do telefone tocar para saber se era ele ou não.

Sempre que vejo anos Rebeldes isso ocorre comigo. Era como se ele estivesse neste exato momento aqui, comigo.

Quem sabe ele está?

Estou aqui. Olhando para suas fotos. Sim. Ele está aqui.


BABOO

Hoje (09-03-2008) o Baboo faz 40 anos. Não é uma idade qualquer. É muito marcante. Ainda mais que o conheci quando ele tinha 20 anos.

O Baboo era um dos meninos mais lindos e inteligentes do Seminário Jovens da Verdade. Quando eu cheguei, ele não me deu nenhuma chance de ser seu amigo.

Ele é daquele tipo de nete (ou pelo menos era) que não abria muitos espaços para novos amigos. Foi duro conquistar a sua amizade e isso só foi acontecer em 1989.

A portir daí, ficamos super amigos. Estivemos juntos no casamento do Alexandre em 1991 em Curitiba. Me lembro que demos o presente juntos.

Ele foi fazer Psicologia e eu, Serviço Social. Em 1995 nos reencontramos num maravilhoso carnaval em Ipanema. Foram dias maravilhosos. Acho que desde 1995 eu não o vejo, mas 13 anos depois eu continuo o sentindo como um amigo.

Hoje, ele completa 40 anos e vai poder me contar como é passar por esta experiência que também quero viver com tamanha intensidade como percebo que ele está vivendo.

Mas cá entre nós, passou tudo muito rápido. O Babbo já está com 40 anos.

Eu acho que quase ninguem mais o chama assim, mas para mim o Samuel sempre será o Baboo.


JOVENS DA VERDADE

Fazem 20 anos que conheci os Jovens da Verdade.

Aquele carnaval de 1988 prometia ser chato. A Igreja Central não tinha organizado um Retiro. Eu teria que passar o carnaval em casa. Não me lembro bem como é que a notícia do Acampamento de Carnaval Jovens da Verdade chegou até mim. Sei apenas que numa sexta feira de carvanal estava chegando na Rodiviária de Niterói e embarcando para o JV. Eu, Adrien, Ana Cristina, Vera, Cláudio Erick, Luciana, Junior e outros que já não consigo me lembrar pois fazem 20 anos.

Foi um carnaval que vai me marcar para o resto da vida.

Quando cheguei eu destestei. Queria vir embora imediatamente. O Acampamento era muito precário. Os banheiros eram horriveis... Eu e Adrien pensamos seriamente em irmos embora. Na minha opinião seria impossível ficarmos 4 dias lá.

O sábado foi passando e a gente foi ficando. No final do sábado eu já estava adorando. Reeencontrei a Ana Cristina que nunca tinha sido minha amiga pois sempre esteve em outros grupos e ficamos super amigos.

Foram dias maravilhosos. Conheci gente do bem. Gente pobre, gente rica, negros, brancos. Conheci gente que me marcou para sempre.

Isso já fazem 20 anos. Como passou rápido.

Eu acho que de todos os lugares que já passei o que mais marcou a minha vida foi o Jovens da Verdade.

20 anos depois eu já rodei o mundo. Mas não tem Paris, Londres, Nova York... o Lugar mais especial que de fato eu conheci foi aquele precário acampamento dos Jovens da VERDADE.

Muitas saudades.


BARRA DO PIRAÍ

Esta semana uma prima me achou no ORKUT. A Olinda. Mais conhecida como Olindinha.

Ela está de volta a uma cidade muito marcante para todos da minha família que é Barra do Piraí.

Desde 1987 quando minha Bisavó morreu eu não volto na cidade da minha família. Aliás quase todo mundo já não mora mais lá.

Até minha Bisavó morrer em 87 eu tinha por hábito ir de 15 em 15 dias com minha avó em Barra. Depois que a vovó Angilina morreu com 97 anos eu não me lembro de ter voltado.

A Olinda me fez lembrar de coisas boas daqueles tempos. Olhei retratos. Li cartas e tive orgulho de ter minha origem nesta cidade do sul fluminense.

Minha família era enorme. Tinha minha bivasó e muitos tios avós. Hoje estão vivos a minha avó Olinda com quase 90 anos, minha tia Cidinha com 88 anos e minha Tia Zuleida com 86 anos. Nenhuma delas mora em Barra.

Preciso voltar lá.

Preciso lembrar das coisas que vivi lá mas a mensagem da Olindinha no orkut me fez lembrar coisas muito boas.

Tive saudades da Família Reis.


CARNAVAIS MARCANTES

Mais um carnaval está chegando. Impossível não pensar em tantos e tantos carnavais já vividos.

Já tive carnavais que passei em Iguaba com minha avó. Passei carnavais muito especiais na velha casa de minha avó em Iguaba. Me lembro do 1981 e o de 1985. Foram muito especiais. Minha avó no comando de tudo. Eu sempre dividi o quarto com ela.

Já teve os carnavais que passei com a Igreja em Retiros Espirituais. O Primeiro foi em 1983 em Rio do Ouro. Deste não tenho saudades. Aconteceram coisas que até hoje me lembro de forma pouco especial. O de 1986 em Mar do Norte foi muito especial. Foi meu último carnaval que passei na Igreja Batista em Icaraí. Tive um papel importante neste carnaval. Coordenava diretamente o Retiro.

Em 1987 eu já estava na Igreja Central. Passei com amigos em Teresópolis.

Mas em 1988 e 1989 tive um dos melhores e mais intensos carnavais da minha vida dentro da Igreja. Passei no Acampamento Jovens da Verdade. Aquele 1988 está fazendo 20 anos. Parece que foi ontem. Os dois acampamentos no VJ em São Paulo foram dias muito especiais que jamais esquecerei.

O Carnaval de 1992 passei em Araruama como minha comadre Giselle e sua mãe Wanda. Foi o último carnaval da Wanda que morreu logo naquele ano. Foi um carnaval muito marcante também.

O de 1994 eu passei com um grupo da UFF em Buzios. Foi um carnaval totalmente fora da Igreja. Era uma casa de pescador. Nossa que saudades.

Mas em 1995 com meus queridos amigos Adrien, Baboo, Emanuel e Iader eu vivi um carnaval mágico. Jamais irei esquecer aqueles dias. Eu descobria a folia de Ipanema, bandas, blocos e a casa do Iader que era o nosso QG em Ipanema. Os carnavais de Ipanema duraram até 2000.

Em 2001 fui para Lisboa. Em 2002 fiquei em Brasilia.

Desde 2003 meu carnaval era avenida. Desfilei em Escolas de Samba.

Este carnaval não será mais como os outros. Resolvi ficar quieto e descansar. Vou viajar para serra e ficar com os cachorros mas as saudades foram muitos.

Sem dúvida que o melhor carnaval foi o de 1988 no Retiro do Jovens da Verdade e o de 1995 será inesquecivel pelo que marcou de diferença na minha vida.

"Foi bom te ver outra vez foi no carnaval que passou. Eu sou aquele pierrot, que te abraçou, que te beijou me amou... "

Ah conheci o Fernando no Carnaval de 1996 e depois o encontrei no de 1997. Foi muito bom.

Eu vou descansar mas tomara que o carnaval de todos sejam muito legal.


DEMAIS

Hoje (21 de Janeiro) acordei escutando Angela Rorô. Adoro sua voz e suas músicas. De música em música acabou chegando a faixa em que ela canta a música DEMAIS. "Todos dizem que falo demais e que ando bebendo demais..."

Na mesma hora fui ao ano de 1991.

Estava no Teatro João Caetano para Assistir Bibi Ferreira em Bibi in Concert. Eu estava no segundo ano de faculdade. Fui com o Raul, Ismênia, Alcione e Hipólito. Nunca vou me esquecer deste dia pois a Bibi comemorava seus 50 anos de carreira e num determinado momento ela canta as canções de amor que mais marcaram a vida dela. Entre estas estava a canção Demais. Fiquei completamente tomado pela letra, pelo som, pela música e por um vazio enorme que me invadia pois ainda não tinha vivido nada daquilo. Só iria conhecer o Thiago 1 ano depois.

Me lembrei deste dia com muita intensidade. Depois eu, Raul e Hipólito saimos para comer algo, pegamos as barcas e voltamos para Niterói. Eramos 3 gays de idades e gerações diferentes que acabamos ficando muto amigos. Muitas diferenças era o que nos levava a sermos tão amigos.

Eu era o mais jovem mas me divertia muito com as histórias de Hypolito. Ele bem mai velho. Podia ser meu avô. Viveu toda a repressão de um mundo contra os gays nos anos 50. Teve que se casar, ter filhos e só muito tempo depois consegiu se liberatar como diria Rita Lee "daquela vida vulgar". Hoje ele está com mais de 70 anos. teve um AVC e não fala, não anda, não vive desde 2000.

Lembrei de sua alegria e de suas histórias (muitas delas incontáveis) e percebi que a vida é ágil em mudanças. Talvez a música Demais esteja Certa: "E é por isso que eu corro demais, é por isso que eu falo demais, e a razão porque vivo estes dias agitados demais..."

Deu saudades de 1991. Deu saudades deste trio de amigos.


ALCIONE

No último sábado ( 12 de 01 de 2008 ) fui no aviversário o meu querido amigo Márcio Mothé. Nunca saio de casa de noite mas pelo Márcio valia a pena.

Lá encontrei a cantora Alcione.

Fiz uma viagem até 1986. Na época ela gravou um samba maravilhoso chamado: Nem Morta. Talvez esta tenha sido a música que mais escutei na minha vida. Me lembro que eu tinha ganho um rádio com toca fitas da minha mãe e ficava esperando tocar na 98 FM para gravar. Um dia consegui. Havia um hit das 10 mais pedidas e naquele dia Nem Morta era o primeiro lugar. Esperei 1 hora para conseguir gravar. Gravei e escutei muito.

Hoje tenho em tudo da Alcione e sempre que posso escuto Nem Morta.

Me lembrei de 1986. Foi meu último ano na Igreja Batista de Icaraí. Na época estudava no Colégio Osvaldo Cruz. Estava terminando o Primeiro Grau. Tinha amigos que nunca mais vi. Em 1986 teve um acampamento de Carnaval em Mar do Norte que foi especial.

Hoje escutando Nem Morta me lembrei de muita coisa legal. Me lembrei de um Ano especial. Me lembrei do Marcelinho que cada vez está mais distante.


CARTAS

Eu hoje (12 -01-2008) fui ver um filme chamado P:S: Eu te Amo. Um filme lindo que tem cartas como fio condutor.

As Cartas sempre estiveram presentes na minha vida até que um dia apareceu o email e as cartas desapareceram.

Tenho cartas lindas trocadas com minha tia avó Cidinha. Tenho cartas trocadas com queridos amigos como Alexandre, Michael,Ricardo, Rosana, Baboo, Mirian, Babi e tantos outos.

Todas as cartas estão guardadas na minha casa. Vez por outra eu abro as gavetas e leio histórias que estão distantes.

Eu e o Thiago sempre trocamos cartas. Era pura emoção chegar em casa e saber que havia uma carta dele. Hoje as cartas dele estão em molduras no corredor da minha casa. As dele não quis guardar em gavetas.

Mas hoje em especial estou com saudades de receber cartas. Ninguém manda mais cartas para ninguém. Só emails. E quase sempre a gente não imprime. São nossas memórias e nossos afetos sendo perdidos.

Vou ler cartas. Quero matar saudades dos amigos que perdi pela vida a fora.

Hoje no filme eu escutei uma frase linda. A ùnica coisa que com certeza a gente não leva da vida é a própria vida.


CHORAR NO CINEMA

Eu não sou muito de chorar. Sou durão. Mas choro como uma facilidade imensa dentro do cinema.

Eu costumo dizer que o cinema é o meu melhor amigo. Com ele tenho meus melhores papos e com ele consigo pensar no que eu estou errado e aonde preciso mudar.

Este sábado ( 12-01-2008 ) separei a tarde para ficar dentro do cinema. Assisti dois filmes: Meu nome não é Jonhy e P:S: Eu Te Amo. Cada qual com sua verdade e com sua história, mas ambos cumpriram o real papel de me fazer chorar. Foi um mergulho especial em mim mesmo.

Depois de quase 5 horas de cinema vim andando para casa e pensando em todos os fimes que me fizeram chorar e em pensar na minha vida e nas minhas necessidades mais especiais. Muitos me vieram a mente. O primeiro foi o Campeão. Ainda dos anos 70. Vim andando para casa e ao mesmo tempo pensando em cenas, personagens, histórias e as lagrimas continuaram brotando dos olhos.

Chorar faz bem. Dizem que lava a Alma.

Hoje me lembrei de muitas lavagens de Alma que já vivi nas salas de cinemas.


ALGUNS ANOS SEM O THIAGO

Hoje (15 de Novembro) não é um dia como outro qualquer. Hoje é o dia em que o Thiago morreu num acidente de carro. Hoje fazem 7 anos que o grande amor da minha vida morreu. Eu sempre achei que a gente fosse se reencontrar mas até que veio o tal dia 15 de novembro de 2000 e todo o sonho de um amor perfeito no futuro se desmoronou.

Acordei pensando muito nele. Acordei pensando nos anos em que ficamos juntos. Nos anos em que vivenciamos os medos e as alegrias de nos apaixonarmos.

Fiquei vendo suas fotos, lendo suas cartas e pensando que de fato o Thiago será sempre uma grande saudade. E como tenho saudades. Logo busco me lembrar do dia em que nos conhecemos na livraria Gutemberg em Niterói e logo fico imaginando as coisas que fizemos juntos (cinema, viagens, teatro, festas de ano novo ...)

O tempo de fato vai deixando a dor com outros contornos.

E claro que, sem nenhuma vontade de jogar o jogo do contente da Polyana (lemos juntos este livro), é bom saber que estivemos juntos neste mundo. Eu tive a sorte de gostar de um cara como ele.

Fiquei pensando numa imagem forte entre nós dois e a primeira que veio a minha mente foi ele pedindo para que eu dormisse com ele na mesma cama depois que a gente transou. Eu, até aquele dia, nem imaginava que isso fosse possível. E eu dormi com ele uma noite inteira. Juntos. Apaixonados. Mas não foi para sempre.

Eu amo minha história com o Thiago.


RESTAURANTE Á KILO

Hoje - domingo (11-11-2007) peguei uma revista veja e fui sozinho almoçar num resuatante à Kilo. Eu sempre fico meio perdido em restaurantes à kilo pois nunca sei ao certo o que comer e acabo fazendo uma grande mistureba no prato.

Ao sentar na mesa com o meu prato sem qualquer identidade alimentar começei a pensar na minha primeira equipe de trabalho na cidade do Rio de Janeiro. Voltei em 1994 e me lembrei de Michael, Andreia, Manu e Cyntia meus primeiros companheiros de Médicos Sem Fronteiras e com que dividi muitas mesas de restaurante à kilo no centro da cidade.

As conversas nestes restaurantes precisam ser rápidas pois a fila tem que andar mas sempre soubemos aproveitar bem os espaços para conversar sobre o trabalho, sobre a gente, sobre namoro...

E dependendo do dia do mês o restaurante era melhor ou pior. Em geral no final do mês a gente procurava sempre os Kilos mais baratos.

Me lembrei com saudades daquela equipe. Eu, Michael, Andreia, Manu e Cyntia formamos a primeira equipe de Médicos Sem Fronteiras no Rio de Janeiro. Deles todos, posso afirmar que apenas o Manu ficou como um amigo para sempre (mesmo sabendo que "o prá sempre sempre acab "). Não nos vemos sempre mas somos amigos próximos. Os outros ficaram na minha história e não sei mais onde trabalham, seus telefones e onde moram...

Dentro do restaurante à Kilo neste domingo de novembro me lembrei desta equipe e de nossas divergências e convergências. De nossas lutas comuns, de nossa chegada em Vigário Geral em 1994, o nosso trabalho no Se Essa Rua Fosse Minha e até de um lugar chamado Refúgio dos Meninos eu me lembrei entre uma garfada e outra. E isso já faz 13 anos.

O tempo passa. A Vida anda.

Vou dar uma olhada no Orkut, quem sabe encontro meus primeiros companheiros de restaurante à kilo por lá.

Mas que bateu uma saudade danada, isso bateu.


VELHOS AMIGOS

Esta semana uma antiga amiga me mandou um lindo scrap no orkut. Falei com ela de um outro amigo que foi namorado dela e que não vejo desde 1990. A gente era muito ligado. Falavamos de tudo um para o outo. Acho que cheguei a me apaixonar por ele. Ele e eu éramos muito grudados. Temos a mesma idade e tínhamos as mesmas questões nas nossas casas.

Falavamos sobre culpas, desejos, medos, alegrias... enfim nós éramos muito amigos mesmo.

Falei para minha amiga que queria saber dele. Queria dar um "oi" para ele.

Ele me mandou então um scrap. Dizia assim: "Nossa amiga disse que você queria um oi. Então oi. 18 anos sem se ver e sem se falar e no scrap apenas isso: "Oi".

Fiquei então pensando em velhos amigos. Amizade é datada? Será que aqueles dois jovens (eu e ele) foram amigos só nos anos 80. Hoje estes dois homens não temos nada ver um com o outro? E apenas um "Oi" basta?

O oi dele não matou minha saudade. Ao contrário resolvi insistir e mandei um e-mail super carinhoso dizendo o quanto eu sinto saudades dele e de nossa convivência.

Eu acredito que o tempo não apaga histórias.

Estou com saudades dele.

Estou com saudade de conversar com ele.

Estou com saudades daqueles tempos.


ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DA UFF

Hoje recebi a notícia da morte da professora Arlesiene Rosa de Oliveira. Ela foi minha coordenadora de Curso quando fiz Serviço Social. Dela tenho as melhores lembraças e saudades. vai fazer muita falta neste mundo. Ela era Gente com G maiusculo.Tenho encontrado muitas pessoas que não via fazia tempo e que conheci naquele distante 1990. A Sandrinha e a Candida por exemplo.

Quando cheguei na Escola, ela funcionava num antigo prédio na Praça do Rink. Foi uma experiência muito nova encontrar tanta diversidade de idéias, pensamentos, orientações num mesmo espaço.

O ano de 1990 foi muito forte para mim pois foi um ano em que amadureci muito. Me lembro de minha viagem para o encontro do ENESS em Juiz de Fora. Era aluno de primeiro período mas já coordenava a organização da viagem com a Reitoria. Me lembro de uma viagem com a Candida e Lucinha para Florianópolis representando os Alunos do estado do Rio. Me lembro da eleição do DAMK - Diretório Acadêmico Maria Kiel em que fui eleito primeiro secretário e representante dos alunos no Colegiado de Unidade e nas reuniões de Departamento. E como não lembrar da Eleição para Diretora da Escola em que coordenei com intensidade a campanha do voto Nulo já que a chapa única de então tinha dado um "golpe" na chapa construída coletivamente pelos alunos, professores e funcionários. Esta sem dúvida foi a campanha mais dura em que me envolvi mas na hora de apurar o resultado o voto nulo ganhou do voto na chapa e mais tarde a chapa renunciou a eleição pois não tinha viabilidade política para assumir o cargo.

A notícia da morte da Arlesiene me trouxe para a memória muitas histórias da Escola de Serviço Social.

Vou passar o dia pensando nelas.


ANOS 80

Fui ver o filme "Pode Crer" que se passa nos anos 80. Nossa! Que viagem legal que fiz dentro do cinema. Na verdade eu não fui um adolescente cara dos anos 80. Passei toda a década de 80 dentro da Igreja. Lá eu vivia as minhas experiêncas e sobretudo matava todas as possíveis experiências que poderia ter vivido. Me tornei adolescente na Igreja Batista em Icaraí. De lá tenho boas lembranças mas nenhuma muito forte que me faça pensar com saudades de algo que fiz naquela época. Os anos 80 para mim foram de total opressão. Eu vendo todos os meus amigos com namoradas e eu vivendo a culpa por desejar garotos e nem saber que isso um dia viria a ser possível. E só foi possível em 1992.

O Filme me fez pensar que eu não pude experimentar a doce delícia de poder me apaixonar pois no meu caso isso seria PECADO.

Passei pelos anos 80 sem o prazer de dar um beijo na boca sem culpa, por exemplo. E quando a década terminou eu já estava com 20 anos.

Mas tenho lindas lembranças por exemplo do ano de 1989 quando eu estudava no Grafitti com Giselle, Rafael, Tipica, Patricia, Dione, Simone e Cláudia Vanessa.

Tenho saudades de quando eu e Giselle no segundo ano, no Colégio Oswaldo Cruz fizemos um trabalho social nos morros de Niterói. Tenho saudades de dividir um italiano com a Giselle na Hungara da Moreira Cesar.

Tenho saudades de estudar para passar de ano sem entender nada de física, química e matemática. E quando a gente foi fazer vestibular eu a Giselle sorteamos uma letra para a prova de física na Praia de Icaraí.

O Filme me trouxe o vazio de lembranças que não pude me lembrar por não ter vivido minha adolescência com intesidade.

Estou aqui pensando nos meus anos 80. O Cinema continua sem dúvida sendo meu melhor amigo. Cada toque que ele me dá....


CARNAVAL DE 1988

Esta semana (30 de Outubro de 2007) a Rosana Garcia me mandou um scrap no orkut que me fez lembrar a minha vida no seminario.

O ano era 1988. Eu era da Igreja Batista Central em Niteroi e naquele ano não haveria retiro de carnaval. O que fazer?

Um grupo de amigos da Primeira Igreja Presbiteriana de Niteroi combinou de ir num acampamento em Sao Paulo chamado Jovens da Verdade. Acabei me integrando ao grupo e la fui eu para uma pequena cidade de São Paulo chamada Arujá. Tinha 18 anos. Era jovem. E ainda nao sabia que caminhos tomar na vida.

Quando cheguei no acampamento eu detestei tudo. Tudo me parecia horrível. Eu queria ir embora mas acabei ficando aquele sábado lá. E durante o dia uma incrivel alegria foi invadindo a minha vida. No final do dia aquele lugar já era o lugar mais especial da minha vida.

De fato foi. O scrap da Rosana me fez lembrar os dois anos em que o JV foi uma presença muito forte na minha vida. Eu mergulhei de cabeca naquela experiência do seminário, viagens missionárias e poder conhecer pessoas muito especiais.

Ano que vem vão fazer 20 anos daquele sabado em que odiei um dos lugares que foi mais importante na minha vida.

Tenho saudades de muita gente daquele lugar: Babi, Ricardo, Babu, Silvia,Celia, Ivone, Sabanay, Alexandre, Celinha, Cleia e tanta gente linda que passou pela minha vida em 1988 e 1989.

O scrap da Rosana me fez muito bem. Me fez lembrar de um jovem que não existe mais. Me fez lembrar de uma época muito especial que começou no carnaval de 1988.